quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

Há dias

Há dias em que deixamos que a tristeza engula a nossa felicidade;
Há dias em que deixamos que deixamos o vento soprar mais forte que a nossa vontade;
Há dias em que deixamos nos levar pela ir-relevância das coisas;
Há dias em que deixamos que as nossas certezas sejam derrotadas pelos nossos medos;
Há dias em que deixamos a nossa loucura fluir mais do que podemos fluir;
Há dias em que deixamos a onda da inveja engolir-nos
Há dias em que deixamos o fogo queimar tempo sem saber como o apagar e voltar atrás;
Há dias em que deixamos que meio mundo grite connosco sem nos manifestarmos;
Há dias em que queremos gritar e não temos voz, dizer o quanto queremos uma coisa e não a podemos ter, o quanto queremos ir a um sitio e não conseguimos ir, o quanto queremos seguir um sonho impossível, ás vezes apetece nos dizer tanta coisa, há dias bons e há dias maus, mas há dias em que só apetece ouvir uma única coisa, uma coisa que não se ouve mas que dá impressão que se ouve...o silêncio...o silêncio onde não tenha que ouvir o que em dias deixamos fazer onde não tenha que ouvir os gritos de quem está farto de ouvir, onde não tenha que ouvir absolutamente nada e onde possa descansar.